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Somos o significado que damos para nossas histórias.
Acredito que meu papel como psicoterapeuta e consultora de carreira é apoiar as pessoas a ressignificarem suas experiências para que, assim, elas desenvolvam narrativas mais saudáveis e autenticas.

Sou psicóloga (CRP 16990) formada pela UFRGS e possuo mestrado em desenvolvimento de carreira pela UFSC. Iniciei os estudos na área de carreira em 2011, quando participei de uma pesquisa sobre educação para a carreira. Ao longo dos anos de pesquisa estudei temas como: influência dos pais na escolha profissional, adaptabilidade de carreira, empregabilidade, perfil de busca de emprego, transição de carreira de universitários, comprometimento de carreira, dificuldades e estratégias de carreira, avaliação de intervenção em atendimento de carreira, etc. Minha experiência prática iniciou durante a graduação, através de estágio nos serviços de carreira da UFRGS, e continuou em consultório particular e no serviço de carreira da PUCRS, onde trabalhei antes de iniciar o mestrado.

Eu não precisava estar contando sobre a minha vida, mas as histórias que ouvi no consultório me inspiraram e me ajudaram a dar sentido à profissional que sou hoje. Esse texto é para você que não me conhece, mas também é uma forma de agradecer a todos os clientes que abriram suas histórias para mim e que fizeram eu ser mais consciente sobre o impacto da minha história pessoal na minha trajetória profissional.

Entre tantas histórias que vivi, vou destacar aquelas que considero fatores importantes para eu incluir a preservação ambiental e a promoção da justiça social no meu trabalho. Nasci numa cidade muito pequena no interior do Rio Grande do Sul. Simplicidade, comunidade e ambiente familiar são aspectos típicos de cidade pequena. Eu cresci muito conectada à natureza! Eu brinquei de fazer represa em rio, construí oca com telhado de palha, ia para a lavoura colher milho com o meu avô materno, meu pai sabe o nome de todas as árvores e pássaros da região, minha mãe sabe o chá certo para qualquer mal-estar físico, tenho uma irmã bióloga, tive tantos animais de estimação que eu amei que não consigo lembrar o nome de todos, comi frutas tiradas do pé a vida toda, enfim, não consigo lembrar de um momento da minha vida onde eu não sentisse a natureza disponível para mim. Eu aprendi a dar valor à ela desde muito pequena.

Meu pai é meu exemplo de dedicação ao trabalho! Ele trabalhou por 35 anos na companhia de água do estado e até tem um prêmio honroso da cidade por ter contribuído com a construção das redes de distribuição de água. Sim, eu cresci com um pai que mandava eu fechar a torneira toda vez que ela não precisasse estar aberta. Ou seja, desperdício de água era motivo de “puxão de orelha”. Anualmente, no dia internacional da água, tinha palestra na minha escola sobre desperdício, escassez e fim da água potável. Eu lembro de uma palestra, eu tinha uns 6 anos, na qual o palestrante disse: “Se continuarmos a desperdiçar água, em 2025 ela vai acabar”. Nas minhas contas de criança em 2025 eu já estaria velha e quase morrendo, não era assunto para preocupação. A inocência é uma benção né! Eu jamais imaginaria que eu estaria em plena fase produtiva de trabalho, saudável e com muitos anos de vida pela frente. Embora meus pais não tenham formação superior, sempre incentivaram que eu estudasse. E além disso, ensinaram sobre justiça, educação, sobre ajudar as pessoas e contribuir com a sociedade, entre tantas outras coisas. Tenho sorte por ter eles como incentivadores do meu crescimento.

A psicologia entrou na minha vida com a ajuda do meu irmão e da minha madrinha, ambos psicólogos. Tive um encantamento imediato pela profissão quando descobri de fato sobre o que se tratava. Escolhi fazer psicologia e sabia que seria numa universidade federal. Na cidade onde nasci só existe uma escola de ensino médio e ela é pública, então, o caminho era fazer cursinho pré-vestibular para entrar na UFRGS. Escolhi a universidade com a ajuda do meu irmão, que me falou que era a melhor opção para o meu curso. O que eu não sabia é que a psicologia era o segundo curso mais concorrido no vestibular da UFRGS, o primeiro era medicina. Quando eu cheguei no cursinho, descobri que metade dos conteúdos de cada matéria do vestibular eu nunca havia estudado, e não estou exagerando sobre esse fato. Mas eu consegui passar na UFRGS e eu entrei com auxílio de uma política de inclusão de cotas para alunos de escolas públicas.

Ah a área de carreira! Descobri a área por influência da Maria Célia, que foi a supervisora do meu primeiro estágio na graduação. Eu tive sorte, muita sorte! Eu tive as melhores pessoas para me ensinar sobre essa área e não consigo expressar em palavras a minha gratidão à Maria Célia e ao Marco por terem me ensinado tanto sobre o assunto. Mas eles me ensinaram também sobre ética, dedicação, humildade, a ser incansável na busca por conhecimento e ainda me apresentaram tantas outras pessoas, amizades que fiz no grupo de carreira da UFRGS. Poderia citar outros nomes que me geraram oportunidades de carreira e trocas inspiradoras. De trocas sobre paixão e brilho no olho pela área do desenvolvimento de carreira. Que potência tem esse conhecimento! Transformação e crescimento individual e social, para mim, resume esse trabalho.

Por fim, a última história que gostaria de compartilhar é sobre meu trabalho voluntário. Durante a graduação de psicologia, fui sentindo uma vontade de dialogar com profissionais de outras áreas e buscar novos espaços de convivência além da UFRGS. Então, em 2013 iniciei voluntariado numa ONG internacional chamada Net Impact, que tem a sustentabilidade como tema principal. Senti que tinha encontrado conceitos muito conectados com meus valores pessoais de cuidar da natureza e das pessoas. Foram anos incríveis, nos quais pude convier com pessoas de formações diferentes e aprender sobre áreas de atuação e mercado de trabalho. Esse período inspirou a minha pesquisa de mestrado no qual investiguei aspectos psicológicos sobre profissionais que contribuem com o desenvolvimento sustentável, além de buscar uma compreensão sobre o termo carreiras verdes. Hoje sei que existem muitas abordagens sobre o tema, mas a certeza que ficou em mim é que ações sustentáveis são o único caminho para mantermos a humanidade e o meio ambiente saudáveis.

Considero que esses pontos foram fatores que fizeram chegar onde estou. Trouxeram elementos importantes para a minha carreira: um conhecimento sobre uma área de atuação e valores. Conhecimento sobre desenvolvimento de carreira e valores de preservação da natureza e promoção de justiça social. E foi por isso que eu decidi investir meu tempo e minhas capacidades nesse projeto de carreiras verdes. Porque eu acredito que inspirar e impulsionar carreiras que oferecem satisfação, realização e bem estar individual e social, ao mesmo tempo que preservam o meio ambiente é o melhor que eu posso oferecer ao mundo.


Muito prazer, eu sou a Daniela.

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