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Emoções básicas e suas funções para nossa vida

Atualizado: 10 de out.



As emoções são uma resposta biológica a acontecimentos reais ou interpretações cognitivas sobre a realidade. “Além das reações fisiológicas, a emoção tem características motivacionais ou tendências para a ação, indicando que algo importante acontece e precisa ser observado, bem como que mudanças no organismo ou na sua relação com o ambiente podem ser necessárias para lidar melhor com a situação. O contexto ou avaliação é outro aspecto a ser destacado, pois podem ocorrer reações fisiológicas parecidas em situações diversas, a análise do contexto pode permitir a classificação da emoção com um determinado rótulo". A emoção também tem características externas que podem ajudar terceiros a identificarem-na a partir da observação, apesar de essa expressão poder ser regulada de certa forma pelo indivíduo. As emoções também servem para sinalizar que nossas necessidades (afetivas, de bem-estar, de sobrevivência, etc.) não estão sendo atendidas.


Conheça as 5 emoções básicas e suas funções


Amor

Emoção básica associada ao apego e ao afeto. Tem como função unir as pessoas em laços afetivos (sejam laços conjugais, de amizade e sociais). Em termos sociais, é uma forma gerar altruísmo, empatia, compaixão e proteção a grupos sociais já que ele o amor tem um caráter inclusivo. Receber amor, ser amado e se sentir amado, não receber amor (inclusive em forma de cuidado dos pais com os filhos na infância), são experiências que atravessam a percepção sobre essa emoção e a nossa construção psíquica emocional.


Alegria

Sua função é a renovação constante do contrato social, já que somos uma espécie em que o social é a base da adaptação. Está associada ao prazer, felicidade e reciprocidade social.

Experiências que trazem alegria são nutritivas para relações de afeto, para construção de autoconfiança ao conquistar um objetivo (por exemplo), etc.


Medo

Tem como função nos proteger de coisas que ameaçam a nossa existência.

Também serve como relações interpessoais e sociais, pois estabelecemos regras do que é permitido ou não fazer socialmente. Assim, construímos entendimentos do que é mais ou menos apropriado em nossas relações temendo as consequências negativas de não cumprir as regras associadas às normas sociais.

A regulação do que temer e do quanto temer é fundamental na aprendizagem emocional, já que nem todos os medos são reais.


Nojo

Serve para que não sejamos expostos a possíveis contaminações que podem vulnerabilizar nosso organismo ou causar doenças.

Em falas como “Eu tenho nojo de comportamentos corruptos”, há a associação do nojo ao desprezo de determinados comportamentos humanos que não são, a princípio, nojentas de forma literal. Então, o nojo cumpre uma função de separar comportamentos em aprovados ou não por você.


Tristeza

Entendido como um estado de desânimo, perda de energia. Resposta a situações desagradáveis e que nos causam perdas, como o luto. Ela oprime, é melancólica e em doses elevadas é paralisante.

Tem impacto em nossos pensamentos, nos faz refletir sobre a situações da vida, comportamentos e ações. Então, podemos dizer que a tristeza pode nos impulsionar para reflexões e mudanças, embora seja um estado desagradável.


Raiva

É uma resposta agressiva à ameaças, portanto é necessária para a nossa proteção.

Sem ela seríamos passivos diante de situações como injustiça. Nesse sentido, a raiva nos leva a agir em prol de buscar reparação às coisas que sofremos. Logo, se bem dosada e aplicada, é uma emoção e uma ferramenta que ajuda a vivermos melhor.



Referências:

Baralho das Emoções: Acessando a Criança no Trabalho Clínico (Renato Maiato Caminha).

Guia de Terapia Cognitivo-Comportamental para o Terapeuta: A Mente Vencendo o Humor (Chrstine A. Padesky e colaboradores).

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